Mobilidade em Almada

Fórum de discussão acerca da mobilidade no concelho de Almada. Notando que a mobilidade nunca pode ser analisada num só espaço, mas é ela própria condição da interacção neste e deste com os espaços que o circundam.

Nome:
Localização: Almada, Setúbal, Portugal

28 de maio de 2007

ainda o deserto


Num jantar promovido pela Comissão Pró-Aeroporto na Ota, em Fátima, Vital Moreira reclamou a extinção da Portagem na Ponte 25 de Abril:
"Fala-se que o aeroporto construído na Margem Sul do Tejo seria mais barato, mas o problema é que o barato sai caro. Uma coisa é a construção do aeroporto, outra coisa é a sua utilização durante décadas. Imaginem 20 milhões de pessoas a terem de pagar portagens à Lusoponte. Dá seguramente centenas de milhões de euros por ano. Se fosse administrador ou accionista da Lusoponte estaria disponível para dar uma pequena percentagem dessa quantidade a todas as campanhas destinadas a desqualificar o aeroporto da Ota".

Bem, ele não defende realmente a extinção das portagens na Ponte, nem faria sentido pois não? Como deste lado não há gente, quem paga são os camelos…

24 de maio de 2007

o deserto


«fazer um aeroporto na Margem Sul seria um projecto megalómano e faraónico, porque, além das questões ambientais, não há gente, não há hospitais, não há escolas, não há hotéis, não há comércio»


«não há hospitais»
Que interessante, um Ministro deste Governo a dizer que a Sul do Tejo não há Hospitais…

Desconfio que haverá neste Governo quem não queira ser confundido com este Ministro, mas também acredito que devido à teimosia dalguns, este Ministro vá continuar a pertencer a este Governo ainda mais alguns anos, para mal de todos nós.

Este Governo já foi abalado por várias polémicas, lembram-se do encerramento dos hospitais e dos Centros de Saúde? Este Ministro considera que a Sul do País não há Hospitais, e eu estou plenamente de acordo com o senhor Ministro, mas culpo este Governo por esse facto (ele fará o mesmo?).
Aliás, este Ministro tem já um historial de declarações polémicas, recordam-se quando este Ministro se referiu à sua condição de Engenheiro? Lembram-se do Secretário de Estado do Professor Cavaco Silva, quando esse era Primeiro-Ministro, demitido por ter feito uma declaração, também depois de almoço, sobre o Alumínio que estava a vitimar aqueles que necessitavam de recorrer à hemodiálise no Hospital de Évora?
Por menos já se demitiram Ministros e Secretários de Estado, mas como dizia, estou convencido que a teimosia de um certo Primeiro-Ministro irá manter este senhor no Governo ainda por mais alguns anos.

«não há escolas»
Que interessante, um Ministro deste Governo a dizer que a Sul do Tejo não há Escolas…

Não dou crédito suficiente à senhora Ministra da Educação para acreditar que esta se sinta atingida por esta frase, mas devia…

Foi este Governo que decidiu prosseguir com o encerramento e agrupamento de escolas, com o encerramento de cantinas e de escolas que tinham projectos próprios e premiados pelo próprio Ministério da Educação.

Mais uma vez estou de acordo com o senhor Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, não há escolas suficientes a Sul do Tejo e não as há por culpa deste Governo e dos seus predecessores.

«não há hotéis, não há comércio»
Não sei em que País vive este senhor Ministro, mas sei que em Portugal se vive uma grave crise, com milhões de pessoas a viver abaixo do limiar de pobreza; sei que em Portugal se esgotam mais facilmente os Ferraris que os Clios; sei que em Portugal se investem fortunas em empreendimentos turísticos que são autênticos atentados ambientais e se poupa nas refeições para se pagar os livros da escola do miúdo.

«não há gente»
Pois não há!
Como é que o senhor Ministro quer que as pessoas vivam a Sul do Tejo se lhes estão a fechar os Hospitais, os Centros de Saúde, as escolas, as empresas, etc. Se lhes é retirada uma hipótese de desenvolvimento como a construção de um aeroporto?!

É interessante até perguntar por que é que o senhor Ministro não disse que não há estradas, não há ferrovia, não há sistemas de transportes municipais?
O Sul está bem servido de todas essas valências? No ver do senhor ministro sim, se não há pessoas…

É fácil para uma empresa instalar-se a Sul do Tejo? Segundo o senhor Ministro, não importa, se não há pessoas…
Mas repare-se que em Palmela, onde se encontra pelo menos uma alternativa à Ota é o concelho onde está instalada a Auto-Europa…

Err… Mas então queremos um Ministro para quê? Se este se conforma, se este decide abandonar todos aqueles que vivem a Sul do Tejo à sua sorte – vivem num deserto coitados – para que queremos o Ministro, para que queremos um Governo?

Estes senhores terão alguma vez ouvido falar no conceito de coesão territorial?

O. K.
O que é que tudo isto tem a ver com a Mobilidade em Almada?
A meu ver tem muito, porque este senhor Ministro é o das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e se esta á a visão que ele têm das populações a Sul do Tejo…
Esta Margem Sul, como gosto de chamar à Península de Setúbal, que não corresponde à totalidade da região que o senhor Ministro ofendeu, mas, como dizia, esta Margem Sul tem sofrido, e muito, com a visão de Ministros como o engenheiro Mário Lino. É esta Margem Sul que não vê um investimento em acessibilidades por parte do Governo Central desde os anos ’80.

Vá lá, que o Metro Sul do Tejo não foi lançado por este Governo, senão teria só duas Estações: Terreiro do Paço – Santa Apolónia.

Mais, quantas pontes tem o Douro entre Gaia e o Porto? E quantas têm portagem?

Quanto às «questões ambientais» que um Aeroporto na Margem Sul levantaria…
E a Ota? Eu não sou Engenheiro, de nenhum tipo, mas terraplanar um monte e usar essas terras para secar um pântano… Não me parece que as questões ambientais tenham sido alguma vês uma prioridade para este senhor Ministro e para o seu Governo.

Como não há duas sem três, o que dirá Mário Lino da próxima vez?

21 de maio de 2007

Responsabilidade/Oportunidade dos TST


Há uns anos a autarquia fez um estudo para avaliar, entre outras coisas, as oportunidades de desenvolvimento do concelho; nesse estudo ficou, desde logo, muito claro que um dos factores mais determinantes para o nosso desenvolvimento eram os transportes e acessibilidades, e que no caso de Almada esses eram um factor negativo e um verdadeiro travão ao nosso desenvolvimento.
Já não me recordo se a questão do Metro é anterior ou não a esse estudo, mas a reforma do sistema de transportes e mobilidade ganhou outra importância a partir daí.
Com o sistema de transportes dependentes dos TST e as acessibilidades dependentes do investimento do Governo Central (o mesmo que desde os anos 80 não intervém neste âmbito na margem sul) a tarefa adivinhava-se hercúlea.

Hoje o trânsito está a ser regulado, o plano Acessibilidades 21 está aí, a ECALMA está a conquistar o seu espaço e o MST contribui para a própria redefinição do sistema de transportes.
Em termos de acessibilidades continuamos praticamente com os mesmos problemas, com a estrada da Trafaria, que tem o mesmo traçado desde pelo menos século XVII, com o nó de Corroios que não avança, com a portagem da Ponte 25 de Abril que penaliza esta Margem e só esta margem, etc., etc.

Enquanto o MST abre realmente uma nova fase para o concelho, e se houver interesse de todas as partes pode mesmo inaugurar uma nova etapa para a península e para toda a Grande Lisboa.

Os TST deparam-se agora com uma nova responsabilidade/oportunidade, saibam eles aproveitá-la.

A Fertagus deparou-se com o mesmo problema que o MST vai colocar; como o sistema de transportes da Margem Sul não funciona em rede, é mais uma árvore com dois ramos (Seixal-Cacilhas e Costa da Caparica-Cacilhas) do que uma verdadeira rede (veja-se o abandono a que foram votadas largas extensões da Charneca, da Sobreda, do Feijó, da Trafaria, etc.); a Fertagus teve que criar a Sulfertagus para funcionar «em espinha» servindo as estações do comboio, trazendo as pessoas de toda a Margem Sul até às suas estações.

Os TST, que vão ser «obrigados» a sair da Avenida Nuno Álvares/25 de Abril e da Avenida 23 de Julho, têm agora uma grande responsabilidade, a de não fazerem o que é mais fácil, i. e. não diminuírem os seus efectivos e o número de autocarros a circular, não se demitirem da sua função, mas também uma grande oportunidade, a de adaptarem-se à nova realidade e de criarem uma verdadeira rede servindo todo o concelho e as estações do MST e da própria Fertagus.

Pode ser até que os veículos dos TST não sejam os mais adequados para essa rede de proximidade, mas essa é a única forma da empresa crescer e de cumprir os seus compromissos com os seus trabalhadores e com todos os almadenses.

Agora, os TST têm que rever a sua grelha tarifária, isso é óbvio, basta lembrarmo-nos do sucesso que foi a campanha “Viaje a €1” do final de 2006, e do preço dos bilhetes do próprio MST.

Para terminar, referir que mais uma vez, os TST têm um papel fundamental a desempenhar na mobilidade do concelho (e da Margem Sul), agora cabe-lhes, a eles, que não escolham o facilitismo e que invistam nesta Margem e na sua empresa.

10 de maio de 2007

Link v.1.6

Transportes XXI
http://www.transportes-xxi.net/

Nesta página da Internet podemos encontrar várias secções acerca dos transportes e da mobilidade, com áreas distintas para os transportes colectivos, os transportes rodoviários, os ferroviários, os marítimos e os aéreos, com artigos, notícias, etc.
Para além de tudo isso podemos também aí encontar um muito interessante um espaço de discussão.

Esta é uma página que tenho vindo a visitar com alguma regularidade, embora ainda não tenha tido disponibilidade para aí postar.

9 de maio de 2007

Semana da Mobilidade de 2007


O Instituto do Ambiente já tem um conjunto de informação acerca da Semana da Mobilidade de 2007.

Herdeira do dia sem carros, a Semana da Mobilidade é uma iniciativa europeia que teve o seu início em 2002 com o patrocínio da Comissão Europeia e a que Almada se tem associado desde o início.

Para este ano o tema escolhido é "melhores ruas para todos", o que no entender do Instituto do Ambiente está associado à celebração do "Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos".

Creio que Almada também irá integrar este projecto em 2007, até considerando o sucesso de que este tem alcançado entre nós e a própria responsabilidade que Almada tem nesta área perante o País.

Agora é só aguardar pelo programa para essa “semana” de Setembro.

2 de maio de 2007

€ 8.50


O valor do Passe do MST que saiu na comunicação social foi sempre de €15.00, mas o verdadeiro valor não é esse.
O valor de um Passe para o Metro para quem possua já um outro título mensal de transporte é de €8.50.
Isto é, qualquer pessoa que tenha o passe da Fertagus, o L12, o L123, etc. pode adquirir este Passe, que se chama Complemento MTS, bastando para tal que tenha o Lisboa Viva, onde este Complemento é carregado.

É óbvio que a MTS devia associar-se ao Passe Intermodal, mas as concessionárias têm vindo a fugir deste como o Diabo da Cruz, note-se a Fertagus (que tem participação da mesma concessionária do MST) e as ameaças recorrentes dos TST de abandonarem esse sistema tarifário.
Ora, como o Governo deixa andar e não assume as suas responsabilidades de integrar a Fertagus e a MTS, que são prestadores de serviço público, no sistema de títulos intermodais, sempre é melhor a MTS ter avançado para este Complemento, permitindo a grande parte da população da Margem Sul viajar no Metro por €8.50 mensais.

Esta iniciativa da MTS, ou de quem quer que tenha sido, é muito bem vinda!

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