Responsabilidade/Oportunidade dos TST
Há uns anos a autarquia fez um estudo para avaliar, entre outras coisas, as oportunidades de desenvolvimento do concelho; nesse estudo ficou, desde logo, muito claro que um dos factores mais determinantes para o nosso desenvolvimento eram os transportes e acessibilidades, e que no caso de Almada esses eram um factor negativo e um verdadeiro travão ao nosso desenvolvimento.
Já não me recordo se a questão do Metro é anterior ou não a esse estudo, mas a reforma do sistema de transportes e mobilidade ganhou outra importância a partir daí.
Com o sistema de transportes dependentes dos TST e as acessibilidades dependentes do investimento do Governo Central (o mesmo que desde os anos 80 não intervém neste âmbito na margem sul) a tarefa adivinhava-se hercúlea.
Hoje o trânsito está a ser regulado, o plano Acessibilidades 21 está aí, a ECALMA está a conquistar o seu espaço e o MST contribui para a própria redefinição do sistema de transportes.
Em termos de acessibilidades continuamos praticamente com os mesmos problemas, com a estrada da Trafaria, que tem o mesmo traçado desde pelo menos século XVII, com o nó de Corroios que não avança, com a portagem da Ponte 25 de Abril que penaliza esta Margem e só esta margem, etc., etc.
Enquanto o MST abre realmente uma nova fase para o concelho, e se houver interesse de todas as partes pode mesmo inaugurar uma nova etapa para a península e para toda a Grande Lisboa.
Os TST deparam-se agora com uma nova responsabilidade/oportunidade, saibam eles aproveitá-la.
A Fertagus deparou-se com o mesmo problema que o MST vai colocar; como o sistema de transportes da Margem Sul não funciona em rede, é mais uma árvore com dois ramos (Seixal-Cacilhas e Costa da Caparica-Cacilhas) do que uma verdadeira rede (veja-se o abandono a que foram votadas largas extensões da Charneca, da Sobreda, do Feijó, da Trafaria, etc.); a Fertagus teve que criar a Sulfertagus para funcionar «em espinha» servindo as estações do comboio, trazendo as pessoas de toda a Margem Sul até às suas estações.
Os TST, que vão ser «obrigados» a sair da Avenida Nuno Álvares/25 de Abril e da Avenida 23 de Julho, têm agora uma grande responsabilidade, a de não fazerem o que é mais fácil, i. e. não diminuírem os seus efectivos e o número de autocarros a circular, não se demitirem da sua função, mas também uma grande oportunidade, a de adaptarem-se à nova realidade e de criarem uma verdadeira rede servindo todo o concelho e as estações do MST e da própria Fertagus.
Pode ser até que os veículos dos TST não sejam os mais adequados para essa rede de proximidade, mas essa é a única forma da empresa crescer e de cumprir os seus compromissos com os seus trabalhadores e com todos os almadenses.
Agora, os TST têm que rever a sua grelha tarifária, isso é óbvio, basta lembrarmo-nos do sucesso que foi a campanha “Viaje a €1” do final de 2006, e do preço dos bilhetes do próprio MST.
Para terminar, referir que mais uma vez, os TST têm um papel fundamental a desempenhar na mobilidade do concelho (e da Margem Sul), agora cabe-lhes, a eles, que não escolham o facilitismo e que invistam nesta Margem e na sua empresa.
Já não me recordo se a questão do Metro é anterior ou não a esse estudo, mas a reforma do sistema de transportes e mobilidade ganhou outra importância a partir daí.
Com o sistema de transportes dependentes dos TST e as acessibilidades dependentes do investimento do Governo Central (o mesmo que desde os anos 80 não intervém neste âmbito na margem sul) a tarefa adivinhava-se hercúlea.
Hoje o trânsito está a ser regulado, o plano Acessibilidades 21 está aí, a ECALMA está a conquistar o seu espaço e o MST contribui para a própria redefinição do sistema de transportes.
Em termos de acessibilidades continuamos praticamente com os mesmos problemas, com a estrada da Trafaria, que tem o mesmo traçado desde pelo menos século XVII, com o nó de Corroios que não avança, com a portagem da Ponte 25 de Abril que penaliza esta Margem e só esta margem, etc., etc.
Enquanto o MST abre realmente uma nova fase para o concelho, e se houver interesse de todas as partes pode mesmo inaugurar uma nova etapa para a península e para toda a Grande Lisboa.
Os TST deparam-se agora com uma nova responsabilidade/oportunidade, saibam eles aproveitá-la.
A Fertagus deparou-se com o mesmo problema que o MST vai colocar; como o sistema de transportes da Margem Sul não funciona em rede, é mais uma árvore com dois ramos (Seixal-Cacilhas e Costa da Caparica-Cacilhas) do que uma verdadeira rede (veja-se o abandono a que foram votadas largas extensões da Charneca, da Sobreda, do Feijó, da Trafaria, etc.); a Fertagus teve que criar a Sulfertagus para funcionar «em espinha» servindo as estações do comboio, trazendo as pessoas de toda a Margem Sul até às suas estações.
Os TST, que vão ser «obrigados» a sair da Avenida Nuno Álvares/25 de Abril e da Avenida 23 de Julho, têm agora uma grande responsabilidade, a de não fazerem o que é mais fácil, i. e. não diminuírem os seus efectivos e o número de autocarros a circular, não se demitirem da sua função, mas também uma grande oportunidade, a de adaptarem-se à nova realidade e de criarem uma verdadeira rede servindo todo o concelho e as estações do MST e da própria Fertagus.
Pode ser até que os veículos dos TST não sejam os mais adequados para essa rede de proximidade, mas essa é a única forma da empresa crescer e de cumprir os seus compromissos com os seus trabalhadores e com todos os almadenses.
Agora, os TST têm que rever a sua grelha tarifária, isso é óbvio, basta lembrarmo-nos do sucesso que foi a campanha “Viaje a €1” do final de 2006, e do preço dos bilhetes do próprio MST.
Para terminar, referir que mais uma vez, os TST têm um papel fundamental a desempenhar na mobilidade do concelho (e da Margem Sul), agora cabe-lhes, a eles, que não escolham o facilitismo e que invistam nesta Margem e na sua empresa.

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