Mobilidade em Almada
Fórum de discussão acerca da mobilidade no concelho de Almada. Notando que a mobilidade nunca pode ser analisada num só espaço, mas é ela própria condição da interacção neste e deste com os espaços que o circundam.
11 de dezembro de 2007
Só chamar a atenção para o relato que o Diário Digital faz do que se passou ontem no Fórum de Participação do Metro Sul do Tejo em http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?id_news=90906 e do Jornal de Notícias sobre o mesmo assunto http://jn.sapo.pt/2007/12/07/pais/metro_do_tejo_mais_caro_milhoes_euro.html.
10 de dezembro de 2007
(Des)conto de Natal
À semelhança do que fazem em outras épocas festivas e no Verão, os TST vão baixar o preço da tarifa de bordo de €1,70 para €1,10.
É uma boa medida como já aqui foi dito anteriormente e é uma medida no sentido de tornar os transportes colectivos mais atractivos.
Pena é o anunciado aumento das tarifas logo após o fim desta campanha, e um aumento acima da inflação prevista pelo governo (nas palavras da senhora Secretária de Estado dos transportes).
Até lá, de 15 a 31 de Dezembro, podemos viajar por €1.10 em qualquer autocarro dos TST.
É uma boa medida como já aqui foi dito anteriormente e é uma medida no sentido de tornar os transportes colectivos mais atractivos.
Pena é o anunciado aumento das tarifas logo após o fim desta campanha, e um aumento acima da inflação prevista pelo governo (nas palavras da senhora Secretária de Estado dos transportes).
Até lá, de 15 a 31 de Dezembro, podemos viajar por €1.10 em qualquer autocarro dos TST.
Fórum de Participação do Metro Sul do Tejo hoje, às 21h, no Fórum Municipal Romeu Correia
Hoje há Fórum de Participação do Metro Sul do Tejo, às 21 horas no Fórum Municipal Romeu Correia.
É a melhor altura para saber as novidades e colocar todas as questões.
E há muito a saber, sobre a abertura do troço Corroios-Universidade, sobre as Avenidas Bento Gonçalves, Nuno Álvares e 25 de Abril e sobre o Terminal de Cacilhas.
É a melhor altura para saber as novidades e colocar todas as questões.
E há muito a saber, sobre a abertura do troço Corroios-Universidade, sobre as Avenidas Bento Gonçalves, Nuno Álvares e 25 de Abril e sobre o Terminal de Cacilhas.
7 de dezembro de 2007
As obras do MST já chegaram a Cacilhas
A empresa detentora das paragens de autocarros dos TST, a JCDecaux, já está a tirar algumas das suas estruturas de Cacilhas para a instalação do estaleiro das obras do Metro Sul do Tejo (MST).
Quem frequenta o «terminal» de Cacilhas vai assim encontrar este espaço transformado, com a alteração da localização de algumas paragens, etc. Estas são alterações que irão complicar a vida a muita gente, mas que se podem resolver com uma muito boa informação aos utentes dos TST; como tanto esta rodoviária, como o MST são da mesma empresa, o Grupo Barraqueiro, há o interesse em que as pessoas não criem aversão nem aos TST, nem ao Metro.
Vamos ver como correm os primeiros dias destas obras.
Quem frequenta o «terminal» de Cacilhas vai assim encontrar este espaço transformado, com a alteração da localização de algumas paragens, etc. Estas são alterações que irão complicar a vida a muita gente, mas que se podem resolver com uma muito boa informação aos utentes dos TST; como tanto esta rodoviária, como o MST são da mesma empresa, o Grupo Barraqueiro, há o interesse em que as pessoas não criem aversão nem aos TST, nem ao Metro.
Vamos ver como correm os primeiros dias destas obras.
6 de dezembro de 2007
Tudo aumenta, tudo aumenta, excepto os salários de quem aguenta
Com a devida vénia ao Jornal de Notícias, chamar à atenção para o facto da senhora Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, ter anunciado que o aumento dos transportes para 2008 será seguramente superior à inflação.
Sendo que as "as contas estão a ser afinadas" entre quem, não disse, mas quase que aposto que é entre as transportadoras (Barraqueiro e outras) deixando os utentes de parte; devendo o aumento do preço dos bilhetes e passe social ser anunciado "até ao princípio da próxima semana".
Sendo que as "as contas estão a ser afinadas" entre quem, não disse, mas quase que aposto que é entre as transportadoras (Barraqueiro e outras) deixando os utentes de parte; devendo o aumento do preço dos bilhetes e passe social ser anunciado "até ao princípio da próxima semana".
Os novos calendários para o Metro Sul do Tejo foram hoje aprovados em Conselho de Ministros
Do comunicado do Conselho de Ministros na página da Internet do governo:
“Esta Resolução vem estabelecer a seguinte calendarização para a entrada e serviço e recepção das infra-estruturas do Metro Transportes do Sul, além do troço entre Corroios e a Cova da Piedade já em funcionamento:
a) Entrada em serviço do troço entre Corroios e a Universidade até 15 de Dezembro de 2007, correspondendo a etapa 1 ao período entre 30 de Abril de 2007 a 14 de Dezembro de 2007;
b) Entrada em serviço de todos os demais troços da 1.ª Fase do MST até 27 de Novembro da 2008, correspondendo a etapa 2 ao período entre 15 de Dezembro de 2007 e 26 de Novembro de 2008.”
Os argumentos avançados para esta recalendarização são os “atrasos na disponibilização de terrenos dos domínios público e privado municipal, da descoberta de vestígios arqueológicos e das alterações introduzidas no traçado da via” esquecendo a violação do contrato pela concessionária Metro Transportes do Sul ao ter assumido um modelo de construção distinto daquele que ganhou o concurso (estava previsto que construiriam troço a troço, i.e. apenas avançariam para um troço tendo finalizado a obra no troço anterior e assim por diante) e esquecendo que esta mesma concessionária queria avançar para um conjunto de obras sem ter entregue os Projectos de Execução que permitiriam à Câmara minimizar os incómodos para os munícipes, peões e automobilistas (recorde-se o que aconteceu no Laranjeiro quando a concessionária vedou o trânsito à Rua António Elvas para quem vinha da Av. 23 de Julho sem ter dado cavaco a ninguém).
É uma boa notícia com um travo amargo, porque se primeiro compromete o Governo a fiscalizar estes prazos, também desresponsabiliza a concessionária por o que tem acontecido.
“Esta Resolução vem estabelecer a seguinte calendarização para a entrada e serviço e recepção das infra-estruturas do Metro Transportes do Sul, além do troço entre Corroios e a Cova da Piedade já em funcionamento:
a) Entrada em serviço do troço entre Corroios e a Universidade até 15 de Dezembro de 2007, correspondendo a etapa 1 ao período entre 30 de Abril de 2007 a 14 de Dezembro de 2007;
b) Entrada em serviço de todos os demais troços da 1.ª Fase do MST até 27 de Novembro da 2008, correspondendo a etapa 2 ao período entre 15 de Dezembro de 2007 e 26 de Novembro de 2008.”
Os argumentos avançados para esta recalendarização são os “atrasos na disponibilização de terrenos dos domínios público e privado municipal, da descoberta de vestígios arqueológicos e das alterações introduzidas no traçado da via” esquecendo a violação do contrato pela concessionária Metro Transportes do Sul ao ter assumido um modelo de construção distinto daquele que ganhou o concurso (estava previsto que construiriam troço a troço, i.e. apenas avançariam para um troço tendo finalizado a obra no troço anterior e assim por diante) e esquecendo que esta mesma concessionária queria avançar para um conjunto de obras sem ter entregue os Projectos de Execução que permitiriam à Câmara minimizar os incómodos para os munícipes, peões e automobilistas (recorde-se o que aconteceu no Laranjeiro quando a concessionária vedou o trânsito à Rua António Elvas para quem vinha da Av. 23 de Julho sem ter dado cavaco a ninguém).
É uma boa notícia com um travo amargo, porque se primeiro compromete o Governo a fiscalizar estes prazos, também desresponsabiliza a concessionária por o que tem acontecido.
29 de novembro de 2007
O Metro está a chegar à Universidade
Segundo o Coordenador da Equipa de Missão, a entidade nomeada pelo Governo para acompanhar o Metro Sul do Tejo, as obras da linha Cova da Piedade/Universidade já estão terminadas e dentro em breve vai-se iniciar a fase de testes já com os Combinos a circular.Esta ligação será aberta ao público entre 15 e 16 de Dezembro, conforme decorrerem estes testes.
[editado a 30 de Novembro de 2007]
28 de novembro de 2007
Livro Verde sobre a Mobilidade Urbana
A Comissão Europeia tem em processo de discussão pública o Livro Verde: Por uma nova cultura de mobilidade urbana.O propósito da Comissão Europeia é trazer as questões da Mobilidade Urbana para a agenda das Instituições e dos Estados da União Europeia, interpelando as entidades locais, regionais e nacionais com responsabilidades nesta matéria, mas também colocando a questão:
Que papel poderá a União Europeia desempenhar?
Este Livro Verde está disponível em português na página na Internet da Comissão Europeia.
Embora sejam apenas 23 páginas, ainda não tive tempo para o ler todo, mas logo que o consiga coloco aqui um comentário a este texto.
[editado a 30 de Novembro de 2007]
22 de novembro de 2007
Novas acessibilidades para o Distrito de Setúbal
A intervenção da Senhora Secretária de Estado dos Transportes era sobre outra matéria, mas aproveitando estar em Setúbal, Ana Paula Vitorino anunciou uma série de investimentos para a região (a intervenção pode ser lida aqui).
Chamo ainda atenção para o documento em PDF aí apresentado com o mapa das intervenções planeadas.
Proposta da Comissão Europeia prevê fundos para o Novo Aeroporto e TGV
O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações congratulou-se hoje com a proposta anunciada pela Comissão Europeia para o financiamento de projectos de Redes Transeuropeias de Transportes para o período 2007-2013, por estas incluírem, entre outros, os estudos e obras para a Travessia do Tejo na Alta Velocidade com 51 milhões de euros e os estudos e obras para o Novo Aeroporto de Lisboa com 69 milhões de euros.O Novo Aeroporto de Lisboa e o TGV são dois projectos que irão inevitavelmente influenciar as redes de transportes e acessibilidades regionais e locais.
A notícia está aqui.
13 de novembro de 2007
PIDDAC
Uma primeira leitura do PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) deixa-nos sem investimentos em transportes e acessibilidades para além do MST.Não quer dizer que não venham a existir investimentos do poder central em Almada, ou directamente ligados a Almada, mas é já um mau prenúncio para 2008.
O PIDDAC pode ser consultado na página na Internet da Assembleia da República (é o Mapa XV e XV-A).
29 de outubro de 2007
Declarações do Presidente da Barraqueiro ao DN
Hoje o suplemento Transporte Público do DN comemora um ano de edições.Este suplemento mensal aborda as várias modalidades do transporte e hoje na sua edição especial de aniversário trás alguns depoimentos interessantes dos presidentes da CP, da Carris, da ANTROP e da Barraqueiro, sendo que o texto deste último é uma autêntica Carta reivindicativa da Barraqueiro ao Governo e à Assembleia da República, aliás como tem vindo a ser hábito por parte das empresas transportadoras.
Aconselho vivamente a leitura deste texto do senhor Humberto Pedrosa intitulado com uma citação do mesmo: “O futuro do transporte público passa por um conjunto de decisões políticas decisivas para o sector”.
Para o senhor Humberto Pedrosa, desde o aumento dos combustíveis até aos elevados níveis de desemprego, todos são responsáveis pela fraca procura do transporte público, excepto claro as empresas transportadoras, e muito menos a Barraqueiro que com as medidas que toma constantemente, com o intuito de poupar uns tostões, acaba por fazer com que as pessoas desanimem à espera de um autocarro que nunca mais chega, que tenham que andar centenas de metros a pé até à paragem mais próxima, etc. e que acabe por andar de autocarro ou comboio só quem seja doido ou não tenha mesmo outra solução.
Deitar as culpas para cima dos baixos índices de desenvolvimento económico, como o senhor Humberto Pedrosa faz, também é muito fácil; se de repente Portugal fosse um país rico como a Finlândia, de certeza que tínhamos todos mais e melhores soluções de transporte, mas não estou a ver o Euromilhões a sair a Portugal, e o que vejo são alguns que se recusam a fazer o que quer que seja para nos aproximar dos índices dos outros países da UE.
Há ainda uma preocupante nota no texto do Presidente da Barraqueiro, quando este fala da legislação laboral do sector, deixando perceber a ambição de ter os motoristas a trabalhar nas horas de ponta, mas sem fazerem a jornada contínua; isto é, um motorista entrava às 6 e trabalhava até às 10 horas (tinha 4 horas de trabalho) ia almoçar e voltava ao serviço às 16 horas para trabalhar até às 20 horas, completando assim as suas 40 horas semanais, mas com um intervalo de almoço 6 horas e com uma carga total diária entre as 12 e as 15 horas com todos os custos que essa situação acarretaria para a vida familiar, para o descanso necessário e para a segurança rodoviária.
Como escrevi em cima, aconselho vivamente a leitura deste texto e do próprio suplemento do DN.
[editado a 30 de Outubro de 2007]
26 de outubro de 2007
Autoridades Metropolitanas de Transportes
Com a devida vénia ao Diário Digital chamo a atenção para a seguinte notícia sobre uma recente reunião da Junta Metropolitana de Lisboa:“(...) Os autarcas esperavam ter hoje já na sua posse novas propostas do Governo para a entrada em funcionamento das Autoridades Metropolitanas de Transportes [AMT] e o novo regime jurídico das Áreas metropolitanas, o que não aconteceu, pelo que decidiram esperar por novas versões prometidas pelos secretários de Estado da tutela, Ana Paula Vitorino, e Eduardo Cabrita, respectivamente, para se pronunciarem.
Questionado sobre o modelo de financiamento da Autoridade Metropolitana de Transportes, Carlos Humberto Carvalho disse que as autarquias «não estão em condições financeiras de assumir novas responsabilidades», mas frisou que ainda não lhe chegaram propostas concretas, pelo que não pode pronunciar-se a favor ou contra questões que desconhece.
(…) em relação à Autoridade Metropolitana de Transportes, os autarcas aguardam por «uma terceira versão» do Governo para se manifestarem, já que as duas anteriores não recolheram consenso. (...)”
Assim temos a AMT de Lisboa lá para as calendas…
O que o governo está a fazer com esta matéria é o mesmo que o anterior quiz fazer com a Carris (transferi-la para a CML, mas sem transferir os meios necessários para a gerir) e é o mesmo que os diversos governos têm tentado fazer com os mais diversos serviços - despejá-los para os órgãos autárquicos, mas sem dar a estes os meios necessários para os sustentar.
A AMT é urgente, mas é urgente uma que funcione e que tenha os meios para se impor em defesa dos utentes e do desenvolvimento da Grande Lisboa.
[editado a 22 de Novembro de 2008]
19 de outubro de 2007
Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres
O IMTT decorre do processo de fusão entre a Direcção Geral dos Transportes Terrestres e Fluviais (DGTTF), do Instituto Nacional do Transporte Ferroviário (INTF, I.P.), e as atribuições da Direcção Geral de Viação (DGV) nas matérias relativas a veículos e condutores.O IMTT, I.P. tem, desde Maio de 2007, por missão regular, fiscalizar e exercer funções de coordenação e planeamento do sector dos transportes terrestres.
O IMTT, I.P. é também responsável pela supervisão e regulamentação das actividades do sector, competindo-lhe a promoção da segurança, da qualidade e dos direitos dos utilizadores dos serviços de transportes terrestres prosseguindo as atribuições do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Transportes e Comunicações sempre sob a superintendência e tutela do Ministro.
É o superinstituto dos transportes.
[Editado a 22 de Novembro de 2007]

