Declarações do Presidente da Barraqueiro ao DN
Hoje o suplemento Transporte Público do DN comemora um ano de edições.Este suplemento mensal aborda as várias modalidades do transporte e hoje na sua edição especial de aniversário trás alguns depoimentos interessantes dos presidentes da CP, da Carris, da ANTROP e da Barraqueiro, sendo que o texto deste último é uma autêntica Carta reivindicativa da Barraqueiro ao Governo e à Assembleia da República, aliás como tem vindo a ser hábito por parte das empresas transportadoras.
Aconselho vivamente a leitura deste texto do senhor Humberto Pedrosa intitulado com uma citação do mesmo: “O futuro do transporte público passa por um conjunto de decisões políticas decisivas para o sector”.
Para o senhor Humberto Pedrosa, desde o aumento dos combustíveis até aos elevados níveis de desemprego, todos são responsáveis pela fraca procura do transporte público, excepto claro as empresas transportadoras, e muito menos a Barraqueiro que com as medidas que toma constantemente, com o intuito de poupar uns tostões, acaba por fazer com que as pessoas desanimem à espera de um autocarro que nunca mais chega, que tenham que andar centenas de metros a pé até à paragem mais próxima, etc. e que acabe por andar de autocarro ou comboio só quem seja doido ou não tenha mesmo outra solução.
Deitar as culpas para cima dos baixos índices de desenvolvimento económico, como o senhor Humberto Pedrosa faz, também é muito fácil; se de repente Portugal fosse um país rico como a Finlândia, de certeza que tínhamos todos mais e melhores soluções de transporte, mas não estou a ver o Euromilhões a sair a Portugal, e o que vejo são alguns que se recusam a fazer o que quer que seja para nos aproximar dos índices dos outros países da UE.
Há ainda uma preocupante nota no texto do Presidente da Barraqueiro, quando este fala da legislação laboral do sector, deixando perceber a ambição de ter os motoristas a trabalhar nas horas de ponta, mas sem fazerem a jornada contínua; isto é, um motorista entrava às 6 e trabalhava até às 10 horas (tinha 4 horas de trabalho) ia almoçar e voltava ao serviço às 16 horas para trabalhar até às 20 horas, completando assim as suas 40 horas semanais, mas com um intervalo de almoço 6 horas e com uma carga total diária entre as 12 e as 15 horas com todos os custos que essa situação acarretaria para a vida familiar, para o descanso necessário e para a segurança rodoviária.
Como escrevi em cima, aconselho vivamente a leitura deste texto e do próprio suplemento do DN.
[editado a 30 de Outubro de 2007]

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