Mobilidade em Almada

Fórum de discussão acerca da mobilidade no concelho de Almada. Notando que a mobilidade nunca pode ser analisada num só espaço, mas é ela própria condição da interacção neste e deste com os espaços que o circundam.

Nome:
Localização: Almada, Setúbal, Portugal

12 de setembro de 2006

Ferries


Porque é que todas as manhãs se vêm automobilistas a desistir de atravessar o rio de ferrie?
Há menos pessoas a atravessar o rio para ir para Lisboa? A oferta da Lusoponte é assim tão boa? Ou será devido à desadequação entre o serviço prestado pela TT e as necessidades das pessoas?
Note-se que só há ferries no sentido Cacilhas – Cais-do-Sodré de 40 em 40 minutos, como se pode querer atrair passageiros com estes horários? Quem pode hoje em dia esperar 40 minutos? Mais ainda quando estes barcos têm uma lotação limitada, o que faz com que qualquer um que tente ir de carro no barco para Lisboa corra sempre o risco de esperar, não 40 minutos, mas 1 hora e 20!

Bem, eu suspeito que a TT não quer atrair mais passageiros para os ferries, estes são já um incómodo para a empresa pelos seus gastos em combustível e por ser um investimento muito grande substituí-los, mas se assim for, a TT está a esquecer que ao estrangular aos poucos os ferries está a retirar mais uma importante peça do puzzle da mobilidade do concelho de Almada!
NÃO PODEMOS FICAR SEM FERRIES! Estes como estão não nos servem, pelos seus horários e pelas condições disponibilizadas pelos próprios barcos, mas a solução não é acabar com eles!
Esta é a ligação mais rápida à baixa lisboeta, ao Bairro Alto, etc. E a TT tem que ter em conta a sua função de prestador de um serviço público.
Mesmo que a TT diga na ultima página do seu Notícias TT SL de Julho de 2006 que o número de passageiros transportados tem vindo a descer, a solução não é nunca diminuir a frequência das travessias, retirar barcos, encolher horários, é adequar a oferta sim, mas às necessidades dos passageiros e não à carteira da empresa!
Há que ter como objectivo melhorar o serviço prestado e assim cativar mais passageiros.

O.K.
Mas não se deve dificultar a entrada de mais carros em Lisboa? Investir nos ferries não seria comprometer o futuro da cidade de Lisboa?
Mas sem o trânsito estar regulado em Lisboa, sem uma rede de transportes pensada à escala metropolitana, etc., há alguma coisa que justifique o estrangulamento da margem sul, nomeadamente de Almada em prol de uma idílica Lisboa sem carros?

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