Mobilidade em Almada

Fórum de discussão acerca da mobilidade no concelho de Almada. Notando que a mobilidade nunca pode ser analisada num só espaço, mas é ela própria condição da interacção neste e deste com os espaços que o circundam.

Nome:
Localização: Almada, Setúbal, Portugal

29 de agosto de 2006

Rua José Silva Mendes – Cova da Piedade


Uma rua central da Cova da Piedade, junto ao Mercado, em que é proibido estacionar primeiro à esquerda e depois à direita, mas em que toda a gente estaciona à esquerda e à direita.
Ora, para quem não conhece, o passeio do lado esquerdo tem sítios em que é estreitíssimo, para aí 50 cm, quer logo no início da rua, à saída da Cooperativa Piedense até à loja dos trezentos, daí até à loja das sementes e depois do oftalmologista até à Rosas do Pombal.
Esta largura do passeio obriga as pessoas a ir pela faixa de rodagem quando estão carros estacionados do lado esquerdo; basta para isso uma pessoa ter ido ao Minipreço® e trazer um saco que já não passa entre os prédios e os carros indevidamente estacionados.
Se não se pode mudar a cabeça de todos os automobilistas deste mundo, nem multar toda a gente que aí estaciona, só nos resta impedir a transgressão.Então porque não alargar este passeio do lado esquerdo, puxando os pilaretes também mais para a frente de maneira a que só se possa realmente estacionar à direita e que todos aqueles que gostam e precisam de andar a pé o possam fazer em segurança pelo passeio?

25 de agosto de 2006

Link v.1.2

A Câmara Municipal de Almada
link

Que tem um papel fundamental nesta questão da mobilidade como em muitas outras deste concelho.
Sobre o projecto Acessibilidades 21, haverá aqui oportunidade de opinar sobre ele, com toda a certeza.

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editado em 25 de Junho de 2007

O endereço da CMA foi alterado para:
http://www.m-almada.pt/

24 de agosto de 2006

Nem tudo são más notícias I


Os TST irão introduzir em Almada 7 (sete) novas viaturas, que respeitam os requisitos da Norma Euro III, garantindo baixos níveis de emissões poluentes.

Os novos autocarros irão proporcionar uma redução de 70t CO2/ano, o que representa uma melhoria energética e ambiental superior a 15%, face à frota que vieram substituir.

UAU! SETE!

O.K. São sete dos 61 desta fase da renovação da frota dos TST (os outros não vêm para Almada), e sim, de há 10 anos para cá, os TST melhoraram bastante na qualidade dos seus autocarros, mas há ainda muitos autocarros a circular que têm deficiências gravíssimas em questões como o conforto, a limpeza, etc. para além de ser ultrajante que apenas meia dúzia de autocarros tenha climatização e muitos nem da chuva nos protegem.

Sim, os TST estão no bom caminho e são uma das empresas centrais para o desenvolvimento do concelho, sendo a peça Rainha da mobilidade em Almada, mas tem também um longo caminho a percorrer.

A AGENEAL está a promover um inquérito à mobilidade em Almada




A Agência Municipal de Energia de Almada está a promover, através da empresa Spirituc, um inquérito telefónico sobre a mobilidade em Almada.
Procura-se com este estudo “(…) actualizar e validar os valores relativos ao consumo de energia e emissões de gases com efeito de estufa, no sector dos transportes em Almada (…)”.
É bom notar a importância que a questão da mobilidade tem também na estratégia para as alterações climáticas, como os sucessivos estudos o comprovam, as vias congestionadas, os veículos desactualizados, o descuidado planeamento das vias e acessos, tudo isto contribui para o aquecimento global e para a alteração do nosso ecossistema.

23 de agosto de 2006

Link v.1.1

Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos
http://www.rededemobilidade.org/

Este é um projecto que agrega 80 municípios e que trabalha na àrea da mobilidade, procurando "(...) tornar as nossas cidades adequadas a todos os cidadãos, sem discriminações de qualquer natureza. Construir cidades com mobilidade constitui por isso, um imperativo ético e social, traduzindo o respeito pelos valores fundamentais da solidariedade, da liberdade e da equiparação de oportunidades."
É também desta mobilidade que se fala, embora não conheça o trabalho desta Rede, o projecto parece ser muito interessante, ainda mais com a adesão que parece ter.

22 de agosto de 2006

Transtejo



A Transtejo (TT) é a empresa que faz a ligação fluvial entre Almada e Lisboa e que desrespeita há trinta anos os Almadenses.
Pois se a Transtejo investiu 150 milhões de euros nos últimos anos, deixou os barcos que ligam Almada a Lisboa na mesma, trazendo apenas um barco que tinha ficado obsoleto na ligação Lisboa – Barreiro. Mais, se construiu novos cais no Seixal e está a beneficiar das obras do Cais-do-Sodré, em Almada ainda não fez qualquer investimento.
O.K., questionada acerca desta matéria, a anterior administração afirmou que não podia avançar para um novo cais em Cacilhas sem a questão do Metro Sul do Tejo (MST) estar esclarecida, afinal, todos queremos um interface intermodal para Cacilhas, com estacionamento, comércio, etc. mas ninguém sabe onde ele vai ficar. Tudo bem, mas os Almadenses não têm culpa das indefinições do Governo e da concessionária acerca do MST, e à Transtejo não basta ter limpo e pintado o terminal e os barcos, a TT tem que definir a situação dos Ferrys (os que transportam os carros), são para continuar? Espero bem que sim, e que sejam uma alternativa à Lusoponte. Mas se são para continuar, há que adquirir novos, pois aqueles estão obsoletos! Temos a circular barcos de 1946 (o Monte Pragal), de 1954 (o Eborense) e de 1957 (o Alentejense); atenção, eu gosto muito destes barcos, o Monte Pragal é lindíssimo, e são todos mais seguros do que alguns barcos prontos a estrear (tirando o pormenor das escadas dentro destes barcos), mas já não servem para o uso que têm! Podem servir para cruzar o rio em passeio, etc. mas não servem para as viagens de dia a dia, são desconfortáveis, frios, e um autêntico pesadelo no Inverno, com o rio a entrar por todos os lados!
Quanto aos cacilheiros pequenos só quem anda neles sabe como estão, se agora realmente andam limpos e a TT está de parabéns por isso, se as portas agora andam fechadas e evitam que as pessoas se molhem (ou que tenham algum acidente mais grave), são os próprios barcos que estão desactualizados, são desconfortáveis, sem climatização e com umas casas-de-banho de fugir!
A única razão porque estes barcos ainda circulam é por esta viagem ser tão curta, e é atrás desta desculpa que se esconde a administração da TT. Como as pessoas não reclamam, está tudo bem…

21 de agosto de 2006

Links v.1.0



Projecto MEU com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Aveiro
http://portal.ua.pt/projectos/meu/default.asp?OP=15

Faz uma interessante avaliação da acessibilidade de vários edifícios e instituições, a mobilidade também passa por aqui :)


A Loja da Mobilidade da Câmara Municipal do Porto
http://www.cm-porto.pt/pagegen.asp?SYS_PAGE_ID=453952

Também uma muito interessante aposta da CM do Porto na Mobilidade, com uma loja que disponibiliza gratuitamente informação sobre os horários dos transportes, os tarifários, etc., mas também quais os melhores trajectos para chegar a tal parte, tudo a partir da Cidade do Porto.

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editado em 25 de Junho de 2007

O endereço da Loja da Mobilidade foi alterado para:
http://www.cm-porto.pt/gen.pl?sid=cmp.sections/128

Mobilidade

Mobilidade, s.f., remonta ao latim mobilitate e é a propriedade de ser móvel ou de obedecer às leis do movimento.

Aqui trata-se da mobilidade no espaço público, i.e. não se vai escrever acerca da mobilidade laboral nem de todas as outras mobilidades, mas abordar-se-á o ordenamento do território, as estradas, os transportes colectivos, os passeios, as ciclovias, as passadeiras, as rampas, etc.

Tudo isto em
Almada, concelho com mais de 160 mil habitantes que é diariamente atravessado por milhares de pessoas que se dirigem para Lisboa, sazonalmente visitado por causa das Praias da Costa da Caparica, ou do FITA e constantemente percorrido por todos nós que o amamos.

Mas porque escrever sobre a mobilidade? Porque não sobre a educação, a saúde, a água, etc.?
Atenção, estes temas são todos dignos de reflexão, mas a meu ver a mobilidade é condição de acesso a todos esses (excepto ao da água).
Como chegamos às instituições de saúde sem acessos, como chegamos às escolas, às bibliotecas, aos museus sem transportes e vias seguras? Porque é que ao nosso horário de trabalho são sempre acrescentadas duas horas porque não temos um sistema de transportes que funcione intermodalmente?

E porque sobre Almada? Porque infelizmente este é um dos problemas mais graves do nosso concelho.

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